A Move On anunciou que
irá proceder ao despedimento de 100 trabalhadores. Esta decisão foi anunciada
no dia 26 de Janeiro aos trabalhadores. A empresa é detida em 51% pela
multinacional indiana Tata, que se tornou no maior acionista após ter adquirido
a posição que era detida pelo Estado no capital social da empresa. O Bloco de Esquerda considera esta decisão gravíssima
porque vai aumentar ainda mais o desemprego em concelhos que já têm das taxas
de desemprego das mais elevadas do país.o deputado do BE Pedro Filipe Soares questionou hoje o Ministério da Ecónomia e do Emprego. ler aqui as perguntas
Na apresentação da campanha
de solidariedade com Cavaco Silva, o Bloco considerou que Cavaco, assim como
outros governantes, não sabem “o que é a vida, não sabem o que são dificuldades
de vida e vão em sentido contrário aos interesses e aos sentimentos dos
portugueses: os que vivem com reformas de €200 e pouco mais, os que estando
desempregados não têm subsídio de desemprego e muitos outros”. A campanha de solidariedade com Cavaco Silva,
promovida pelo Bloco, conta já com uma linha telefónica e com uma morada para
onde se podem enviar donativos e donativos em espécie. O Bloco já começou a
distribuir milhares de panfletos e a colar vários cartazes promovendo esta
campanha, informando a quem queira contribuir para este caso de caridade e
solidariedade nacional
"As taxas moderadoras duplicaram e um doente que queira ter acesso a uma consulta de urgência poderá ter que pagar 20 euros, o que é uma brutalidade, atendendo às condições económicas em que se vive atualmente", frisou o deputado do Bloco eleito pelo distrito de Aveiro. "Este aumento por si só já demonstra a insensibilidade do governo", defendeu, "mas essa é agravada pelo facto de agora deixar de haver isenção para quem dá aos outros algo que faz falta à sua própria vida, como acontece com os dadores de sangue, e para quem dedica o seu tempo a auxiliar quem mais precisa, como é o caso dos bombeiros".
No debate de atualidade sobre as novas leis laborais, marcado pelo Bloco, Mariana Aiveca afirmou que "a direita prepara-se para destruir o país", e, comentando o acordo alcançado entre Governo, patrões e UGT, que só penalizará os trabalhadores, avisou ainda que se verá "a indignação de um país que não aceita ser chantageado e pisado nos seus direitos".
As próximas semanas serão de mobilização popular contra a troika e o governo, que se preparam para concretizar as suas políticas de empobrecimento do país. O Bloco de Esquerda estará presente nessas mobilizações com um jornal que divulga este portal de notícias e que contém um artigo de Francisco Louçã e uma entrevista a Catarina Martins sobre a lei das rendas. Por toda a Europa "há cada vez mais gente a exigir correr com a troika e recuperar a democracia, para decidirmos sobre a economia e sobre as nossas vidas", afirma Louçã. E dá o exemplo das auditorias cidadãs, das greves gerais e da iniciativa conjunta de vários partidos da esquerda europeia, entre os quais o Bloco, que "apresentaram simultaneamente uma proposta contra o Tratado europeu que impõe a tutela do governo alemão sobre os orçamentos nacionais". ver aqui
O poder local e a sua autonomia é uma das grandes conquistas da liberdade e da democracia. Ainda que outros partidos tenham tratado mal este poder ao longo dos anos, o Bloco de Esquerda acredita que o poder político de proximidade e de preocupação mais directa com as pessoas deve ser reforçado e não abandonado. Abandonar os órgãos locais será abandonar as populações. Por isso, opomo-nos ao Documento Verde que pretende disparar um tiro fatal sobre várias freguesias do concelho e sobre a democracia local. O Bloco de Esquerda lembra ainda que, pela Constituição, nenhuma Freguesia pode ser extinta a não ser pela decisão da própria Assembleia de Freguesia, pelo que apelamos à população para, unida, impedir este ataque brutal aos seus direitos. O Ministro Miguel Relvas dizia há dias que quem não aderir à Reforma será atropelado pelos acontecimentos... As populações devem mostrar ao Ministro e ao Governo que eles e a sua vontade de golpada antidemocrática é que serão atropelados por um movimento de defesa da democracia local e de proximidade.
A Assembleia Municipal de Aveiro decidiu ontem manter os benefícios que atribuiu à fábrica de baterias Nissan-Renault e à expansão da fábrica da Portucel, apesar de ambos os investimentos não se terem realizado. Em causa isenção de 127 mil euros em taxas urbanísticas à Nissan-Renault e desafectação de terrenos da Reserva Agricola Nacional para a Portucel. Estas duas propostas do Bloco de Esquerda para revogar os benefícios registaram o voto contra de PS, PSD e CDS, que assim os mantiveram em vigor apesar dos dois projectos não se terem realizado. O BE considera que esta decisão constitui uma grave ofensa ao interesse público em geral e dos Aveirenses em particular.