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BE considera aumento nos tarifários da MoveAveiro um acto de irresponsabilidade social
A Câmara Municipal de Aveiro prepara-se para um aumento generalizado de
5% nos tarifários praticados nos diversos serviços da MoveAveiro.
O
aumento dos tarifários é, em geral, um acto de irresponsabilidade
social e, em particular neste momento de crise social,uma
irresponsabilidade redobrada. O BE não reconhece validade nos
argumentos apresentados pelo Vice-Presidente Carlos Silva Santos que
refere o aumento dos custos de produção associados a um aumento de 15%
do preço do gasóleo desde Janeiro até 10 Novembro do presente ano.
Relembramos que já passámos por um pico especulativo do preço dos
combustíveis bem mais acentuado entre Julho e Junho de 2008, com o
barril de Brent perto dos 150 dólares, e que, desde essa altura, os
tarifários não sofreram a redução inerente ao fim desse mesmo pico,
sendo que actualmente o barril de Brent está aproximadamente nos 75
dólares.
Os aumentos propostos pelo executivo são bastante
acima do aumento dos salários e da inflação média, tal como já
acontecera no ano passado. A autarquia aveirense contribui assim para a
carestia de vida e para as dificuldades sentidas pelos aveirenses.
O
BE constata que sendo o objectivo do executivo privatizar a MoveAveiro,
as suas politicas são já de mercantilização deste serviço público ao
direccionarem a empresa não para o serviço público, mas para o ganho de
dividendos à custa de necessidades sociais básicas.
Consideramos, aliás, que
os munícipes que usam transportes públicos deveriam ao invés ser
compensados porque dão um importante contributo à mobilidade da cidade
e à poupança energética contribuindo para a diminuição de emissão de
gases nocivos e para a melhoria da circulação rodoviária.
Constatamos
com desagrado que a maioria PSD/CDS-PP que, conjuntamente com PS,
aprovou a isenção de IMI e IMT para a empresa NavalRia da Martifer
Energy Systems opta agora pelo agravamento dos encargos com transportes
para os habitantes de Aveiro. O BE considera que as receitas
resultantes desses e outros impostos seriam importantes para
financiar sectores vitais de interesse público como é o caso dos
transportes fluviais e terrestres.
Estranhamos que apesar de
ser referida uma descida nos passes 4-18 e Sub23 da MoveBus destinados
aos jovens em idade estudantil de 24,70 para 16,24 euros, em documento
anexado no site da CMA se possa constatar a proposta de aumento de
24,70 para 25,90 euros. O BE entende que esta discordância se prende
com uma manobra de diversão de última hora para encobrir o aumento
generalizado das tarifas nos diversos serviços prestados pela
MoveAveiro.
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