Share |

Incêndios: Bloco critica o apoio de Ribau Esteves à liberalização da plantação do eucalipto

Falando sobre os incêndios florestais, o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro defendeu a atual liberalização da plantação de eucaliptos e criticou quem defende restrições à sua plantação.

O Bloco de Esquerda defende a revogação do decreto-lei 96/2013 que liberalizou a plantação de eucaliptos no país. Portugal tem a maior área europeia de eucalipto plantado, apesar de ser um país relativamente pequeno em área. O combate aos incêndios florestais necessita de várias alterações legislativas e políticas. Uma delas terá de passar pela regulamentação e restrições à plantação de eucaliptos dado tratar-se de uma florestação onde os incêndios ocorrem com maior facilidade sendo simultaneamente maior a dificuldade de controlo.

A abundância de eucalipto no país serve os interesses da indústria papeleira que assim tem matéria-prima a baixo custo e externaliza os riscos de incêndio para os pequenos produtores. A política florestal para o país não pode ignorar os custos financeiros e sociais provocados pela liberalização da plantação eucalipto,

As afirmações de Ribau Esteves surgem menos de um mês após a Navigator Company (antiga Portucel) anunciar o congelamento do investimento previsto para Cacia. A empresa justificou a decisão dizendo que apenas avança com o investimento se a lei da liberalização do eucalipto não for revogada, fazendo assim uma pressão inadmissível sobre o poder político depois de ter recebido benefícios municipais para o referido investimento.

Recorde-se que já em 2011, a então Portucel cancelou um investimento em Cacia após receber benefícios públicos (desafetação de terrenos da Reserva Agrícola Nacional). Dado que o investimento não se realizou, o Bloco propôs na Assembleia Municipal a revogação desses benefícios mas a proposta infelizmente foi rejeitada.

O Bloco considera ainda que Ribau Esteves deve satisfações públicas sobre os benefícios atribuídos pela autarquia para o investimento agora congelado. O Bloco quer garantias que o caso de 2011 e que não haja uma empresa com benefícios públicos par um investimento que não realiza.

O Bloco considera ainda que Ribau Esteves deve satisfações públicas sobre os benefícios atribuídos pela autarquia para este investimento do qual a empresa se desresponsabilizou sobre a sua concretização. O Bloco quer garantias que o caso de 2011 não se repete e que não haverá mais empresas com benefícios públicos para investimentos que não se realizam.